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Há quase 40 anos, Vagner Fernandes pensa sobre um breve encontro que teve na adolescência. Um encontro que marcaria sua passagem pela cidade de Aragarças e sobre o qual, até hoje, ele tem mais dúvidas do que respostas.

Há quase 40 anos, Vagner Fernandes pensa sobre um breve encontro que teve na adolescência. Um encontro que marcaria sua passagem pela cidade de Aragarças e sobre o qual, até hoje, ele tem mais dúvidas do que respostas.

Faltam 72 horas para a eleição presidencial de 2026. Há quatro anos, entre os dias 30 de dezembro de 2022 e 1º de janeiro de 2023, a equipe do Apresenta foi a Brasília acompanhar os dias antes da posse presidencial.

Sabe aquela pessoa com a qual você vive esbarrando, nos lugares e nas ocasiões mais inusitadas? Às vezes esses encontros são pura coincidência, obra do universo. Mas para os jornalistas dos telejornais do Rio de Janeiro, essa “coincidência” já faz parte da rotina.

Há décadas, uma pequena trupe de figuras empenhadas dedica horas do dia deles a encontrar e se postar atrás de repórteres durante transmissões ao vivo. E depois de anos sendo atormentada pelos papagaios de pirata, Luciana Osório virou o jogo e começou a tentar ir ao encontro deles.

No debate presidencial, a saidinha foi um dos temas discutidos. A extrema direita costuma abordar o assunto num tom de denúncia: “os presos vão aproveitar para cometer novos crimes, ou fugir da cadeia”. Essa percepção sobre as saídas temporárias não bate com a realidade.

Em 2023, a pesquisadora e psiquiatra Maria Inês Quintana começou a sentir uma fraqueza estranha nos braços pra realizar tarefas simples da rotina. Pouco tempo depois, ela começou a ter dificuldade pra andar. Em seguida, veio o diagnóstico de Esclerose Lateral Amiotrófica.

Ao longo dos meses seguintes, a Inês foi perdendo quase todos os movimentos do corpo – inclusive a fala. Pra lidar com a doença, a Inês tem contado com muita fisioterapia, apoio dos amigos, da família e… da Inteligência Artificial.

A gente sempre diz que no Clube da Novelo você tem mais conteúdo e mais espaços de troca. E na primeira aula exclusiva para membros, a gente vai mergulhar na maior exposição que o @maspmuseu.bsky.social organizou em 2026: Histórias latino-americanas.

A história "A casa dos espíritos", do episódio "Caixas pretas", do Rádio Novelo Apresenta, ficou entre os finalistas do Third Coast Awards Showcase 2024-2025, um dos festivais mais prestigiosos de áudio-documentário do mundo.

O que acontece quando o celular é banido da sala de aula, a luta de povos indígenas do Pará pela permanência das aulas presenciais, uma professora colocando à prova a educação antirracista no Brasil: as salas de aula do Brasil (e até de fora) já foram o cenário de vários episódios do Apresenta.

Aos 52 anos, Maria Inês Quintana foi diagnosticada com um tipo agressivo de esclerose lateral amiotrófica. Em questão de meses, a vida dela foi se restringindo drasticamente, conforme a doença enfraquecia o corpo dela.

Enquanto médica, Inês relutava contra a ideia de ficar presa a uma máquina, um respirador. Mas ela acabou encontrando um outro jeito de continuar existindo através de outra máquina – que ela mesma alimentou com partes da identidade dela.

Depois de aparecer no Apresenta como o intermediador da entrevista com Caetano Veloso, como criador de etimologias falsas, e como pauteiro da série Avestruz Master, o economista Duda agora foi parar no centro da polêmica mariana que movimentou as eleições presidenciais.

Quando a campanha de Flávio Bolsonaro apontou o criador do perfil Dilma Bolada (@diImabr) como propagador da história de que, se eleito, ele deporia a santa do status de padroeira do Brasil, foi a foto de Duda que apareceu nos jornais. Mas por quê?

Em meados de 1990, o então estudante Eduardo fazia a graduação em filosofia quando teve uma briga com a namorada, Fernanda. Foi um desentendimento bobo, mas os dois ficaram alguns dias sem se falar.

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A partir daquele bilhete, ele começou a procurar registros da experiência que dividiu a vida do Eduardo em duas: o momento em que, aos quatro anos, foi preso junto com a mãe e levado para a sede do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) de Minas Gerais.

Em meados de 1990, o então estudante Eduardo fazia a graduação em filosofia quando teve uma briga com a namorada, Fernanda. Foi um desentendimento bobo, mas os dois ficaram alguns dias sem se falar.

A Fernanda tentou uma reaproximação e escreveu um bilhete, que pregou no escaninho do Eduardo: “Cadê Dudu?". Ela não fazia ideia, mas aquelas duas palavras iam levar o Eduardo de volta a um tempo em que todos só o chamavam assim: “Dudu”.

Quando tinha quatro anos, em 1973, o menino Dudu foi preso junto com a mãe – uma militante de um grupo de oposição à ditadura – e levado para a sede do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) de Minas Gerais.

Ele não sabe ao certo quanto tempo passou lá dentro, mas sim que a experiência marcou um antes e um depois em sua vida. Quem entrou no DOPS foi o menino “Dudu”, mas quem saiu foi o Eduardo.

A extrema direita dominou as eleições para o Congresso e vai para o segundo turno da eleição presidencial em vantagem. Reunimos algumas séries e episódios da Rádio Novelo que ajudam a entender como a gente chegou até aqui – e podem dar pistas de como seguir em frente.

A gente sempre diz que no Clube da Novelo você tem mais conteúdo e mais espaços de troca. E na primeira aula exclusiva para membros, a gente vai mergulhar na maior exposição que o MASP organizou em 2026: Histórias latino-americanas.

Quando ouvimos a palavra "milícia", a imagem que vem à cabeça é a de um homem armado cobrando taxa na esquina. Cecília Olliveira mostra que isso é só a ponta do iceberg. A milícia não é apenas um modelo econômico restrito ao controle territorial por meio de taxas ilegais.

O que você gostaria de mudar no Brasil? O que proibiria? E o que liberaria? Nós fizemos essas e outras perguntas a cinco pessoas que são ou já foram presidentes da República – mas das quais você provavelmente nunca ouviu falar. As respostas são surpreendentes e, ao mesmo tempo, familiares.

Em maio de 2026, a nossa equipe começou a acompanhar um assunto que andava saindo em várias matérias: pessoas de diferentes partes do país estavam registradas como presidentes do Brasil. A justificativa do governo era que simplesmente tinha acontecido um erro de cadastro por parte dos empregadores.

O repórter Paulo Victor Ribeiro foi logo vasculhar os dados do governo pra gente tentar entender melhor as causas e consequências desse problema e o perfil demográfico desses presidentes. No meio das planilhas, acabamos encontrando um certo retrato do Brasil.

Em setembro de 2006, há 20 anos, um avião da Gol se chocou com um jato Legacy nos céus do Mato Grosso. Não houve sobreviventes. Mas, anos depois, o MP começou uma conversa com um grupo de pessoas afetadas pela tragédia: o povo em cuja terra os destroços do avião tinham caído.

Os grupos milicianos se desenvolveram e ganharam maior notoriedade ao longo dos anos 2000. Em um primeiro momento, foram defendidos abertamente por setores da imprensa e representantes eleitos como uma espécie de defesa comunitária contra o tráfico de drogas.

Hoje, as milícias não disputam mais espaço com o tráfico. Elas se aliam a ele na exploração econômica dos territórios, muitas vezes sob a fachada de um serviço legalizado.